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Centro Espírita Beneficente União do Vegetal

Núcleo Pupuramanta, a UDV chega ao Rio

Núcleos da UDV · · Cristina da Luz

Núcleo Pupuramanta, a UDV chega ao Rio
Irmandade no Núcleo Pupuramanta, em 1º de novembro de 2015 | Foto: DMD/Pupuramanta

Primeiro com certidão de nascimento carioca, matriz direta de outros seis núcleos da 5ª. Região do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, o Núcleo Pupuramanta está ligado em sua origem ao Núcleo Caupuri (Manaus- AM). Em 1976, um jovem médico, então conselheiro Henrique Boechat de Lacerda, recebeu em Manaus cinco litros de vegetal de seu Mestre Representante, Florêncio Siqueira de Carvalho, com a finalidade de vir iniciar uma distribuição na cidade do Rio de Janeiro.

Como a maioria dos Núcleos da UDV, o Pupuramanta é resultado de fraternidade em rede, muitos e muitos anos antes da criação da internet. O primeiro terreno, provisório em 1978, foi doação de um irmão da Sede Geral da UDV (então ainda em Porto Velho – RO), Marcos Castelo Branco. Ficava em Pedra de Guaratiba, Zona Oeste da cidade.

Na sequência, mestre Mário Piacentini, do Núcleo Samaúma (Araçariguama – SP), doou aos caianinhos cariocas um barraco branco de madeira de 30 m² (primeiro templo da União do Vegetal no Rio de Janeiro) que já havia sido o templo provisório do Núcleo Samaúma. Chegou desmontado, de caminhão: as paredes, premonitoriamente, eram compostas apenas de portas, unidas umas às outras, das quais três ficavam em uso.

Núcleo

No dia 13 de outubro de 1979 o conselheiro Henrique recebeu sua estrela de Mestre, bordada em camisa azul. E a distribuição, a partir desta data, tornou-se Pré Núcleo. No dia 5 de abril de 1981, a Sede Geral reuniu toda a Diretoria em Assembleia Geral Extraordinária. Presidida pelo mestre José Carlos Garcia, a Direção do Centro formalizou o Pré Núcleo do Rio de Janeiro como Núcleo Pupuramanta.

No segundo domingo de maio de 1983, teve início a construção do projeto do templo definitivo, todo em granito bruto, retirado das rochas do próprio terreno, que teve mantidos os desníveis de encosta. O Mestre Representante à época, Paulo da Maia, convidou para fazer o projeto arquitetônico o irmão Zadyr Paranaíba. A pedra fundamental dos alicerces do belo templo, no coração do Maciço da Pedra Branca, foi colocada no dia 1 de junho daquele mesmo ano. A sessão de inauguração aconteceu no dia 22 de julho de 1984.

**Na História do Centro
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O Núcleo Pupuramanta registra momentos importantes da institucionalização do Centro. Foi lá o Preparo com a presença de integrantes do Confen (Conselho Federal de Entorpecentes), em 9 de setembro de 1986, durante o processo oficial de estudos para liberação do uso ritual do Chá Hoasca no país.

A irmandade do núcleo liderou a organização executiva do 1º Congresso Internacional de Estudos da Hoasca, em novembro de 1995, quando se apresentaram os resultados da importante pesquisa Farmacologia Humana da Hoasca, que confirmou cientificamente as palavras de Mestre Gabriel, de que o chá é inofensivo à saúde.

No Núcleo Pupuramanta o Mestre Raimundo Monteiro de Souza (por quatro vezes Mestre Geral Representante da União do Vegetal) teve sua única experiência como mestre representante, ocasião em que fundou a Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico, inspirado na ligação entre ecologia e espiritualidade, antevendo uma consciência planetária que vem se confirmando.

Coroando as constantes ações de beneficência desenvolvidas desde a fundação do Núcleo, no dia 6 de janeiro de 2011 foi publicada em Diário Oficial a concessão do Título de Utilidade Pública Estadual da Casa Assistencial Coração de Maria, ampliando junto aos demais núcleos da região as condições de realização do trabalho beneficente no Rio de Janeiro.

Hoje com 32 anos, e uma irmandade que congrega cerca de 150 pessoas, entre sócios e seus filhos, o Núcleo Pupuramanta mantem uma intensa participação com os projetos da Sede Geral, e ligação afetiva com sócios dos núcleos de sua descendência.

* Cristina da Luz é integrante do Corpo do Conselho do Núcleo Pupuramanta (Rio de Janeiro – RJ). 

Pesquisa das fotos históricas: Márcio Janot, monitor do Departamento de Memória e Documentação e membro do Corpo do Conselho do Núcleo Pupuramanta.

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